Hospital João XXIII enfrenta denúncias de falta de medicamentos, seringas e insumos em BH

Por Dentro De Tudo:

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Um dos principais hospitais de urgência e emergência de Minas Gerais enfrenta denúncias de escassez de medicamentos e materiais básicos, além de superlotação de pacientes nos corredores. Servidores do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, relatam dificuldades para manter os atendimentos diante da redução dos estoques.

Entre os itens apontados como insuficientes estão seringas, mangueiras de aspiração, frascos coletores e antibióticos utilizados no tratamento de infecções por bactérias resistentes. Segundo profissionais ouvidos pela reportagem, a falta de um medicamento específico pode comprometer tratamentos e colocar pacientes em risco.

De janeiro a setembro de 2026, o hospital recebeu 10.485 pacientes, o equivalente a 21% dos atendimentos registrados nas unidades administradas pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Servidores atribuem parte da pressão sobre a unidade ao fechamento do Hospital Maria Amélia Lins, em dezembro de 2024, que realizava cerca de 200 procedimentos por mês e funcionava como retaguarda para o João XXIII. Com a transferência dos atendimentos, a demanda teria aumentado.

Em nota, a Fhemig afirmou que monitora continuamente os estoques, realiza remanejamentos de insumos entre unidades e garante que o hospital segue funcionando normalmente, com todos os serviços assistenciais em operação. A Fundação também informou que o Governo de Minas anunciou cerca de R$ 67 milhões para uma reforma geral na unidade.

O Ministério da Saúde destacou que a administração do hospital é de responsabilidade do governo estadual.

DENÚNCIAS APONTAM FALTA DE INSUMOS E SUPERLOTAÇÃO NO JOÃO XXIII

Fonte: O Tempo
Foto: Alex de Jesus/O Tempo

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