O número de incêndios em Minas Gerais aumentou mais de 40% nos primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período de 2020, o que impacta na qualidade do ar. Mas nem a população nem os especialistas têm conseguido acesso às informações sobre a situação.
Desde maio do ano passado, as estações que monitoram a qualidade do ar do estado passam por reformulação.
Na Serra da Moeda, em setembro de 2020, mais de mil hectares de mata foram atingidos pelo fogo. Na Serra do Cipó, um mês depois, foram oito dias de chamas. No Parque Municipal Ursulina de Andrade Mello, em Belo Horizonte, também houve incêndio no ano passado.
De janeiro a abril de 2020, foram 359 focos detectados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Neste ano, 516 foram registrados. Só nas unidades de conservação do estado, segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF), foram 38 incêndios de janeiro a abril de 2021, ante 16 em 2020.
Para piorar, este foi o sexto mês de abril mais seco da história, desde que o monitoramento começou a ser feito.
A Fundação Estadual do Meio Ambiente declarou que está em processo de aquisição do sistema de informação que vai possibilitar a retomada das publicações dos boletins de qualidade do ar. Informou, ainda, que espera que até setembro elas possam voltar.
O governo disse também que, apesar da interrupção dos boletins, os monitoramentos continuam sendo feitos por empresas que mantêm as estações de qualidade do ar.
















