Untitled Document
Buscas
jQuery Devrama Slider Demo
 Assembleia elege representantes que vão administrar o Hospital Wanda Andrade
Assembleia elege representantes que vão administrar o Hospital Wanda Andrade
Por Ronaldo Araújo
Repórter
Publicado 07/02/2018

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (07/02) a Assembleia Geral Extraordinária do Ministério Público (MP) para anúncio da suspensão da intervenção judicial do Hospital Wanda Andrade Drumond e eleição dos 15 representantes do Conselho da Comunidade da Associação de Proteção à Maternidade e a Infância. A assembleia aconteceu no Palácio da Cultura, que ficou completamente lotado. Confira as fotos abaixo.

O Promotor de Justiça Gilmar de Assis, Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO SAÚDE), iniciou a assembleia explicando a importância da intervenção judicial para o hospital. “Se não tivesse havido a intervenção não teríamos mais o Hospital Wanda Andrade.
Quando ingressamos com a ação, a instituição se encontrava em um cenário difícil, sobretudo, com ações trabalhistas e ameaça da Justiça do Trabalho fazer bloqueios de rendas e equipamentos. Se não houvesse a intervenção não teríamos discutido estratégicas com a própria Justiça do Trabalho, para criarmos um fundo para satisfazer às necessidades das ações trabalhistas enquanto dávamos assistência de sobrevivência para à unidade. O Ministério Público nunca teve a intenção de se tornar dono, mas sim, de garantir seu funcionamento. Esperamos que essa unidade nunca mais precise de intervenção”, disse.

Vários questionamentos foram feitos. Um dos pronunciamentos foi de Cláudio Drumond, que disse ter sido nomeado presidente da associação dois dias antes da intervenção. “Quando cheguei o hospital estava de portas fechadas porque os médicos não recebiam há 4 meses. Como ficar com o hospital aberto e sem os profissionais para atender à população? Os repasses anteriores do SUS estavam sendo travados mês a mês. Consta nos autos que eu estava como Presidente. Aliás, meu primeiro ato foi procurar a promotora da época, Dr. Tatiana, e pedir a intervenção, tanto que não contestamos. Agora, a diretoria foi afastada, mas eu não deixei de ser membro e, muito menos, os associados. Como fica? A intervenção não dissolveu esses membros e a associação não morreu”, pronunciou durante a assembleia.

Em resposta, o Promotor de Matozinhos, Dr. Gilvan Alves, leu a decisão da Justiça que garantia a continuidade da Assembleia e informou o recurso poderá ser feito.

Eleição – Após leitura do Edital de Convocação foi iniciada a eleição dos representantes que formam o
Conselho da Comunidade da Associação de Proteção à Maternidade e a Infância. Apesar de alguns interessados já terem colocado os nomes à disposição antecipadamente, qualquer pessoa que estivesse na plateia poderia se candidatar, ou seja, bastava ir à frente e se apresentar aos promotores como interessado.

A votação foi pela maioria, levantando o braço, após anúncio de cada nome. O candidado com maior percentual de aceitação estaria eleito e, em caso de empate técnico, os votos seriam contados um a um.

I
saias Clemente chegou a pedir a impugnação das candidaturas divulgadas antecipadamente que, segundo ele, torna injusta a concorrência os interessados na candidatura no momento da assembleia. Ele também pediu uma cadeira cativa para o Distrito de Mocambeiro. No entanto, o pedido não foi aceito.  

Decepção para alguns e alegria para outros

O morador do bairro da Graça, Lucas Rodrigo da Silva, criticou o formato da eleição. “Falou-se muito em representar o povo, mas qual povo? É o que trabalha na elite ou que sofre na fila do hospital. Eu vim como pessoa neutra, pois quero conhecer e entender essa questão. No entanto, 90% dos que aqui vieram foi para votar em uma determinada pessoa. Isso tira a legitimidade”.

Já Carlos Eduardo, morador do bairro Cruzeiro, disse que a eleição foi democrática, apesar do horário. “Não tem como discutir a votação. A maioria elegeu os 15 membros. Agora, é preciso que as nossas autoridades entendam que a população trabalha de 08 às 18 horas. Muitos poderiam vir apoia A ou B se essa assembleia tivesse sido realizada a noite”, disse.

Próximo passo: A transição


O Promotor de Justiça, Dr. Gilvan Alves, informou que haverá uma reunião com os membros eleitos para fazer a transição. “O hospital está sob intervenção judicial há 5 anos. É necessário uma prestação de contas e uma transparência para que ocorra a devolução da administração à população. A intervenção judicial permanecerá até Abril/2018, depois disso o Conselho assume às atividades”, explicou.

Para o Prefeito de Matozinhos, Antônio Divino, a sociedade entendeu que o hospital é de extrema importância para o município. “Foi um passo muito importante para a plena recuperação daquela casa. Estaremos, em breve, retirando o Pronto Atendimento de lá, mas isso não quer dizer que não seremos presentes e que não vamos ajudar.
O prefeito estará a serviço para ajudar na captação dos recursos”, afirmou.

Os membros eleitos são:

Membros da OAB
- Juracy Guimarães Filho – Advogado
- Tharin de Miranda Abreu – Advogada

Membros da Associação Comercial
- Frederico Pezzini – Empresário
- Afonso Barbosa – Empresário

Membros de Associações de bairro
- Jane Rosa – Presidente da Associação do bairro Estação
- Aparecida Ribeiro Brandão – Presidente da Associação do bairro Cruzeiro

Representantes dos funcionários do hospital
- Sônia Taveira – (Técnica em Enfermagem)
- Ana Carolina Oliveira – Farmacêutica do Hospital

Representantes do Funcionalismo Público
- Andréa Mara da Cruz – Coordenadora da Licitação
- Carlos Henrique Santos – Assessor de Desenvolvimento Econômico

Representantes dos usuários do hospital
- Márcia Cerqueira – Psicóloga
- Márcia Maria – da Igreja São Sebastião
- Margareth Pimenta – Capelã evangélica
- Rosilene Vieira – Fisioterapeuta
- Sueli Alves Camisasca – Presidente do Conselho Municipal de Saúde


Reportagem e foto: Ronaldo Araújo.

 Documento sem título
Fotos
Comentários
jQuery Devrama Slider Demo