Ex-funcionários da Sava Móveis fazem manifestação; Sócio da empresa explica a situação
Untitled Document
Buscas
jQuery Devrama Slider Demo
Ex-funcionários da Sava Móveis fazem manifestação; Sócio da empresa explica a situação
Ex-funcionários da Sava Móveis fazem manifestação; Sócio da empresa explica a situação
Por Ronaldo Araújo
Repórter
Publicado 12/04/2018

Cerca de 20 pessoas, sendo a maioria ex-funcionários da empresa Sava Móveis, fizeram uma manifestação pacifica, no último sábado (07), em frente à loja da empresa no bairro Cidade Jardim, em Belo Horizonte. O protesto teve como objetivo pressionar e cobrar providências quanto aos acertos atrasados. Conforme apurado, sessenta funcionários foram demitidos no primeiro semestre de 2017.

Segundo Cristiano, ex-funcionário da portaria da Sava Móveis, localizada no Distrito Industrial, em Matozinhos, a manifestação é por não cumprir o acordo judicial, onde foram realizados parcelamentos do acerto. “Eu tentei um acordo verbal, depois procurei a Justiça. Dividiram em 25 vezes. Depois, os donos alegaram que não tinham como pagar. Não recebi um centavo do meu acerto”, contou.

Outro ex-funcionário, identificado como Wesley Ventura, explicou que a manifestação foi a forma encontrada para pressionar os donos a cumprirem o pagamento acordado na Justiça. “Já teve audiência, foi feito acordo com todo mundo, mas não cumpriram. Estou com nome sujo por conta disso e desempregado até hoje”, explicou.

Os manifestantes usaram apitos e faixas para chamar a atenção.

Sócio da empresa explica a situação

Nossa reportagem esteve com Daniel Monteiro, sócio-diretor da Sava Móveis, que confirmou a negociação na justiça e o não pagamento. Ele falou sobre o momento vivido pela empresa e frisou que todos os ex-funcionários receberão 100% do que é de direito. Confira abaixo a fala de Daniel na íntegra.

“A empresa tem 12 anos e passa por essa crise econômica há dois anos. Começamos a ter uma retração de vendas muito forte em agosto de 2016, que se aprofundou demais em 2017. Começamos janeiro de 2017 com 116 colaboradores e em março percebemos que a empresa não ficaria de pé com esse número de funcionários. Tivemos que tomar uma decisão de enxugar o efetivo. Demitimos 60 funcionários, mas a empresa já vinha em um momento de retração muito forte na qual dependíamos da venda. Com isso, 100% das ações foram judicializadas para na Justiça conseguirmos um parcelamento mais alongado, que nos possibilitaria manter a situação de pé. Isso foi feito, mas, infelizmente, não conseguimos honrar, especialmente quando a coisa chegou no número final. Já conversei com algumas pessoas que estiveram na manifestação, que ao meu ver é inválida e não ajuda em nada. O movimento faria sentido se a Sava estivesse segurando o acerto por um motivo estratégico, mas a verdade é que não temos o dinheiro para fazer o acerto. Em momento algum falamos que não vamos acertar, aliás, todos receberão o que é de direito. Estamos tentando acertar, nem que seja com uma pessoa por mês. Em março, já pagamos uma e esse mês estão previstos mais cinco acertos e assim vai. É um momento muito delicado”.

Reportagem: Ronaldo Araújo.

 Documento sem título
Comentários