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Mulher recebe novo coração no Dia das Mães; Filha mora em Pedro Leopoldo
Mulher recebe novo coração no Dia das Mães; Filha mora em Pedro Leopoldo
Da Redação
Por Dentro de Tudo
Publicada 16/05/2018
Órgão veio de Juiz de Fora em helicóptero da PM, parceira do hospital e do MG Transplantes

Uma mulher de 58 anos, mãe de cinco filhos já adultos, foi presenteada no Dia das Mães com um coração novo. A lavradora Nazaré Rodrigues dos Santos aguardava o transplante há um ano e meio, e conseguiu um doador no sábado. O procedimento começou por volta de meio-dia e terminou no início da noite, no Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte.

Nazaré saiu de Jaíba, no Norte de Minas, em 2016 e veio para a capital em busca de uma solução para uma insuficiência cardíaca causada pela doença de chagas, que destruiu células do seu coração. 

A lavradora passou a morar com a filha caçula, a dona de casa Solane Gonçalves dos Santos, 27, que vive com o marido em Pedro Leopoldo. “No início do tratamento, ela se sentia muito mal, mas, com o tempo, foi melhorando e decidiu voltar para Jaíba há um mês”, disse a filha. No entanto, Nazaré se sentia muito cansada. “Apesar da melhora, ela não dava conta de fazer muito bem as atividades de casa”, contou.

No sábado, a lavradora estava em casa, no Norte de Minas, quando recebeu a ligação informando sobre o doador. O novo coração veio de um jovem que morreu em um acidente de trânsito na Zona da Mata.

Nazaré veio de carro para a capital, às pressas, e foi direto para o hospital. O médico responsável pela cirurgia, Paulo Henrique Nogueira da Costa, disse que a paciente pode se considerar presenteada no Dia das Mães. “Receber um órgão no Brasil ainda é uma dificuldade muito grande. Realmente, é um presente o que ela está recebendo”, afirmou o cirurgião cardiovascular, que estava otimista com as condições da paciente para receber o novo órgão.

Até o fechamento desta edição, a informação era a de que tudo havia corrido bem, de acordo com familiares da paciente.

Tempo curto é desafio para médicos

O cirurgião cardiovascular do Hospital das Clínicas, Paulo Henrique Nogueira Costa, explicou que a operação de transplante de coração é um “trabalho cronometrado”. “O procedimento é todo coordenado, temos uma equipe em Juiz de Fora, de onde o coração veio, e uma aqui (na capital). Estamos em comunicação o tempo todo trabalhando em paralelo. Quando o coração chega aqui, a paciente já está pronta para recebê-lo”, relatou o médico. 

Segundo Costa, o coração é o órgão que menos tolera a isquemia – tempo que fica sem ser irrigado no organismo. “São apenas 4 horas entre parar de bater em um doador e voltar a bater no receptor. Temos só esse tempo”, contou.

Com informações: O Tempo.

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