Iniciada a instalação de sismógrafos para identificar causas dos tremores em Sete Lagoas

Mais um passo para desvendar a origem dos recentes tremores na região de Sete Lagoas foi dado na manhã desta sexta-feira, 5. Uma equipe de especialistas do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília esteve em Sete Lagoas dando início à instalação de sete sismógrafos no município. Durante os próximos seis meses, os equipamentos irão monitorar qualquer tremor de terra na região.

O professor da UnB e pesquisador do Observatório Sismológico da instituição, George Sand França, detalhou como funcionam os equipamentos, considerados de ponta e capazes de detectar a menor vibração a quilômetros de distância. “A gente sabe que os abalos ocorrem em Sete Lagoas, mas há uma margem de erro considerável. Precisamos saber se esses tremores têm causas naturais, que é o mais provável, ou há algum aspecto causado por atividade humana. Vamos tentar identificar isso, mas a característica natural está muito clara nesse caso”, afirmou.

O prefeito Duílio de Castro acompanhou de perto a instalação do primeiro sismógrafo na cidade e lembrou o que o Município tem feito até então. “Desde o final de abril, quando tivemos o primeiro tremor, criamos uma força-tarefa para acompanhar, estudar e entender esse fenômeno. Assim, criamos essa rede sísmica para monitorarmos de onde vêm esses abalos, o nível de profundidade, para podermos orientar melhor o cidadão. As pessoas estão muito assustadas e esse estudo nos dará condições de tranquilizar a população”, afirmou o prefeito.

O secretário municipal de Meio Ambiente e coordenador da Força Tarefa que estuda o fenômeno na cidade, Edmundo Diniz, explicou os objetivos da parceria. “Os sismógrafos mais próximos daqui estão a 150km, então a precisão não é tão boa. Por isso essa parceria com a UnB, para identificarmos o epicentro dessa eventual falha geológica. A partir dessa identificação, tomaremos as providências mitigadoras para evitarmos maiores danos”, esclareceu. “Terremotos ou tremores não são previsíveis, mas podemos tomar providências para que não ocorram danos materiais e humanos. Essa é a nossa preocupação. Cientificamente essa quantidade de tremores seguidos é explicada porque, depois de uma primeira acomodação da placa, ocorrem efeitos reflexos, tecnicamente chamado de enxame de tremores. É algo previsto na literatura científica”, lembrou o secretário.

Cartilha
Edmundo Diniz lembrou ainda da cartilha elaborada pela Defesa Civil Municipal com orientações sobre como proceder em caso de abalos sísmicos maiores. “É uma informação preliminar do que fazer em caso de tremores que causem rachaduras ou portas empenadas. A principal orientação é procurar a Defesa Civil pelo telefone 153 imediatamente”, reforça o secretário. A cartilha, distribuída em vários bairros da cidade, pode ser acessada em PDF NO LINK (https://www.setelagoas.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/defesa-civil-municipal-lanca-cartilha-para-orientar-populacao-sobre-abalos-sismicos/69291). Neste sábado os pesquisadores da UnB seguem instalando os demais equipamentos em regiões distintas da cidade. A previsão é de que dentro de 15 dias a equipe volte a Sete Lagoas para uma primeira análise do material coletado.

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