A Região Metropolitana de Belo Horizonte, formada por 34 municípios, ainda enfrenta dificuldades para avançar na integração do transporte intermunicipal. Prefeitos da região apontam problemas como falta de integração tarifária, longos tempos de deslocamento, número insuficiente de viagens e tarifas consideradas elevadas para os usuários.
Em nota, a Secretaria de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais reconheceu que a integração é um “desafio histórico”, agravado após a municipalização dos sistemas de transporte, que resultou em contratos, regras e bilhetagens distintas entre as cidades.
Segundo a pasta, o Governo de Minas Gerais lançou em 2023 o Plano de Mobilidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que busca orientar a integração institucional, operacional e tarifária. Um dos instrumentos do plano é o Grupo Técnico de Integração, que reúne equipes do estado e das prefeituras para discutir soluções conjuntas.
Entre as propostas em estudo estão a integração tarifária e a criação de novos pontos de integração metropolitana, incluindo terminais e estações em cidades como Contagem, Betim, Nova Lima, Ribeirão das Neves, São José da Lapa e Pedro Leopoldo. De acordo com o governo estadual, o sistema metropolitano conta atualmente com 640 linhas ativas e mais de 10 mil viagens diárias em dias úteis, mas o avanço das mudanças depende de acordos entre municípios e da compatibilização de contratos e sistemas.
















