A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou ré uma médica acusada de mandar matar uma farmacêutica para ficar com a filha da vítima. Com a decisão, ela será julgada pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado. Um homem apontado como executor do crime, vizinho da acusada, também teve a denúncia recebida e responderá por homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo.
A decisão foi proferida pelo juiz responsável pelo caso, que entendeu que a denúncia atende aos requisitos legais e que há provas da materialidade do crime, além de indícios suficientes de autoria. O magistrado também manteve a prisão preventiva dos acusados, ao considerar a gravidade dos fatos e o risco à ordem pública.
De acordo com as investigações, a médica teria planejado o crime motivada por conflitos envolvendo a guarda da filha da vítima. A apuração indica que a acusada mantinha relacionamento com o ex-companheiro da farmacêutica e desejava assumir os cuidados da criança, o que teria intensificado os desentendimentos entre as partes.
O inquérito aponta ainda que, antes do homicídio, objetos e uma carta teriam sido enviados à vítima com o objetivo de constranger sua imagem. Durante a prisão da médica, os policiais encontraram um quarto preparado para bebê. O episódio do rapto de uma recém-nascida em hospital público, ocorrido anteriormente, é tratado em procedimento separado, mas foi considerado no contexto geral da investigação.
Com o recebimento da denúncia, os réus foram citados para apresentar defesa por escrito. O processo segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas e depoimentos, antes de ser encaminhado para julgamento pelo Tribunal do Júri.
Crédito da foto: Reprodução / Instagram
Fonte: O Tempo















