Justiça determina depoimento de Zema sobre uso de celular na cabine de votação

Por Dentro De Tudo:

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A Justiça Eleitoral de Minas Gerais determinou que a Polícia Civil colha o depoimento de Romeu Zema (Novo), ex-governador do estado e candidato à Presidência em 2026, sobre o uso de celulares na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições.

Imagens feitas na seção eleitoral, em Araxá, no Alto Paranaíba, mostram Zema entrando na cabine com dois aparelhos. Ele deixa um deles sobre a mesa e manuseia o outro enquanto vota.

Na decisão, publicada em 17 de outubro, o juiz Dimas Ramon Esper também determinou que os mesários da seção esclareçam se houve fiscalização, abordagem ou advertência ao candidato antes de ele entrar na cabine. Eles deverão informar ainda se o aparelho teve a tela registrada e se a câmera estava ativada.

O magistrado estabeleceu prazo de dez dias para o cumprimento das diligências, considerando a realização do segundo turno em 25 de outubro.

A legislação proíbe a entrada na cabine de votação com celulares, câmeras, filmadoras e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto. Antes de votar, o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pelos mesários. Quem se recusa a entregar o celular não pode votar naquele momento, e a ocorrência deve ser registrada em ata.

No dia da votação, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais afirmou que o uso de celular na cabine é irregular e pode caracterizar crime, sujeito a pena de detenção. Ele disse que o caso seria apurado.

Questionado sobre o episódio ao deixar a seção eleitoral, Zema afirmou que usa o celular o dia todo e que ninguém o alertou sobre a proibição. “Se tivessem me alertado, entregava na hora”, declarou.

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Texto: via BHAZ
Foto: BHAZ

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