O transporte coletivo em Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, foi interrompido desde a meia-noite desta quinta-feira (6 de março), devido à paralisação de funcionários da empresa Turi, responsável pelo serviço na cidade. A paralisação foi motivada por uma disputa sobre reajuste salarial e o pagamento de benefícios trabalhistas e FGTS atrasados.
A decisão da greve foi tomada após uma assembleia realizada no dia 26 de fevereiro, quando os funcionários da empresa rejeitaram um acordo trabalhista proposto pela Turi Transportes. Em resposta, o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Sete Lagoas (Sinttroset) anunciou a paralisação, alegando que não restaram outras alternativas para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.
Após a suspensão do serviço, a Justiça determinou, em caráter liminar, que a empresa retomasse integralmente as operações até as 12h desta sexta-feira (7 de março). O juiz Tiago Ferreira Barbosa estabeleceu uma multa diária de R$ 100 mil, limitada a R$ 3 milhões, caso a ordem fosse descumprida.
O prefeito de Sete Lagoas, Douglas Melo (PSD), se manifestou sobre a decisão judicial, afirmando que o município está cumprindo suas obrigações e que, apesar de reconhecer o direito dos trabalhadores da Turi de lutar por melhores condições de trabalho, a população não pode ser prejudicada. Ele destacou que a empresa precisa encontrar uma solução para garantir o direito de ir e vir dos cidadãos da cidade.
A paralisação gerou transtornos para a população, mas a expectativa é que o serviço seja restabelecido ainda nesta sexta-feira.
Foto: Google Street View / O TEMPO
Fonte: O Tempo


















