A Justiça de Minas Gerais manteve a prisão preventiva do homem de 27 anos que confessou ter matado e decapitado a própria mãe, Jussara Maria Rodrigues, de 54 anos, no bairro Nova Cachoeirinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (24).
Segundo o magistrado responsável pelo caso, a violência extrema do crime e o risco de novos episódios justificam a manutenção da prisão durante o andamento do processo.
O juiz também considerou o histórico de saúde mental do investigado, que apresenta suspeita de esquizofrenia e, conforme as informações do processo, não seguia o tratamento psiquiátrico recomendado.
Uma perícia médica deverá avaliar se, no momento do crime, o homem possuía capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos ou de controlar seu comportamento. O laudo será fundamental para definir se ele poderá ser considerado inimputável ou semi-imputável perante a Justiça.
Enquanto a avaliação não é concluída, o investigado será encaminhado ao Centro de Apoio Médico e Pericial (Camp), em Ribeirão das Neves, onde receberá acompanhamento psiquiátrico especializado e atendimento médico durante o período de custódia.
O caso também será acompanhado pelo Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental (PAI-PJ), responsável pelo monitoramento de pessoas com transtornos mentais envolvidas em processos judiciais.
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal + Vitor Fórneas/O TEMPO
Fonte: O TEMPO


















