Uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), chamada de “Alto Luxo”, prendeu quatro pessoas suspeitas de integrarem a “Gangue da Hilux”. Entre os presos está um homem de 40 anos na cidade de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. As outras prisões ocorreram em Vila Velha e Serra, no Estado capixaba. Todos eles são tratados como “cabeças” do grupo, segundo a polícia capixaba.
Os mandados foram cumpridos na última sexta-feira (11) e divulgados nesta terça-feira (15) pela polícia do Espírito Santo. A organização criminosa é especializada em furtos de veículos do tipo Toyota Hilux, ocorridos no Aeroporto de Vitória.
De acordo com as investigações, o primeiro furto no ES ocorreu no dia 27 de abril deste ano. Nesse caso, a Polícia Civil verificou que furtos semelhantes ocorriam em aeroportos de outros Estados, como o terminal internacional de Belo Horizonte, em Confins. Com isso, a PCES deu início a um trabalho em parceria com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Civil do Paraná (PCPR).
“Essa é uma operação importante porque estamos tentando evitar esses furtos. As pessoas que deixam seus veículos no estacionamento do aeroporto e fazem suas viagens ficam, às vezes, dez dias fora e quando retornam não encontram mais o próprio carro”, ressaltou o delegado geral da Polícia Civil (PCES), José Darcy Arruda.
O titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos, delegado Luiz Gustavo Ximenes, informou que a organização criminosa era especializada nesse tipo de roubo. “A organização criminosa tinha uma divisão para cada tarefa: o comando da organização, a parte do financeiro, quem recrutava o responsável por furtar o veículo etc”, frisou.
O delegado informou também que, para realizar os furtos, a organização utilizava acessórios que facilitam o crime. “Eles usavam um acessório chamado ‘rastre’, que serve para destravar a Hilux e a chave presencial. Com isso, eles trocavam o módulo do carro”, informou Ximenes. “O modelo Hilux, que funciona com a tecnologia de startstop, com botão, é vendido em países, como Bolívia, Paraguai e Argentina. Já o modelo que liga com a chave, é adulterado e revendido no mercado internado”, complementou o delegado.
Ainda segundo o delegado Ximenes, os furtos ocorriam com o auxílio de um comboio. “O veículo era deixado no estacionamento do aeroporto pela pessoa com viagem programada e que, só fazia o registro do roubo, no momento em que chegava da viagem, criando um tempo grande entre o roubo e o registro para que a polícia pudesse realizar a ação. O responsável pelo furto paga o estacionamento como se fosse deixar o estacionamento com o veículo, que é retirado por meio de um comboio, utilizado também para levar as outras Hilux furtadas”, relatou o delegado Ximenes.
De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, 15 veículos foram furtados em Confins, sete no Espírito Santo e 22 no Rio de Janeiro. Os detidos vão ser autuados pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante concurso de pessoas e mediante fraude.
Segurança em Confins
O aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, passou a oferecer, desde o último mês, uma medida adicional de segurança para os veículos Toyota Hilux. Uma trava de segurança é colocada na roda do carro para impedir o furto.
Isso ocorre meses depois da conhecida “Gangue da Hilux” ser alvo de operações policiais em todo o país. Na região metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, dois homens foram presos em maio deste ano suspeitos de integrarem a quadrilha especializada no furto das caminhonetes em estacionamentos e hotéis no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. O motorista, de 36 anos, e um técnico de informática, de 23, são suspeitos de furtarem 11 Toyota Hilux, avaliadas em mais de R$ 300 mil cada, desde fevereiro deste ano – sendo seis delas só no estacionamento do terminal aéreo.
Fonte: O Tempo.



















