A Polícia Civil de Minas Gerais abriu um inquérito para investigar a denúncia de uma mulher que afirma ter sido impedida de concluir uma corrida por aplicativo porque estava acompanhada da filha, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O caso aconteceu em Belo Horizonte e ganhou repercussão após ser divulgado nas redes sociais.
Segundo o relato da mãe, ela havia levado a filha a uma consulta médica e, ao entrar no veículo, o motorista teria informado que não continuaria a viagem “com essa criança”. A mulher afirma que a filha estava tranquila, sentada em seu colo e usando um crachá de identificação do TEA.
Após deixar o veículo, a passageira e o motorista discutiram. Em vídeos publicados nas redes sociais, o homem aparece dizendo para a mulher “comprar um carro” e a chamando de “palhaça”.
A investigação está sendo conduzida pela Delegacia Especializada em Atendimento à Pessoa com Deficiência e ao Idoso, que irá ouvir os envolvidos para esclarecer o ocorrido.
Em nota, a Uber informou que analisou a gravação da viagem feita pelo motorista e afirmou que as imagens não indicam que a corrida tenha sido recusada em razão da condição da criança. A empresa ressaltou que não tolera qualquer forma de discriminação e disse que permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Foto: Divulgação
Fonte: O TEMPO
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DENÚNCIA DE DISCRIMINAÇÃO EM BH














