Mãe e filha morrem de câncer em intervalo de 10 horas

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

O caso envolve uma empresária de 28 anos que faleceu cerca de 10 horas antes da mãe, em um hospital da região de Mogi Guaçu (SP). A doença é um câncer de glândula suprarrenal, diagnóstico considerado extremamente raro. O tumor primário surgiu na suprarrenal e, ao contrário de muitos casos, metastatizou-se para outras regiões do corpo. A ocorrência de tumores nessa glândula é estimada entre um a dois casos por milhão de habitantes por ano e pode afetar pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive jovens.

Segundo o oncologista consultado pelo g1, a maioria dos tumores que surgem na suprarrenal são metástases de outros cânceres, como de mama, pulmão ou melanoma; porém, no caso em questão, o câncer teve origem na própria glândula. Entre os sinais, quando há produção hormonal excessiva, podem ocorrer retenção de líquidos, inchaço, virilização e alterações de pressão arterial. Nem todos os tumores produzem hormônios, o que complica o diagnóstico apenas por sintomas.

A confirmação costuma envolver exames de sangue, urina, imagens como ultrassom e tomografia, além de avaliações para verificar metástases. A biópsia nem sempre é realizada, por questões de risco, e pode ser necessária a cirurgia para retirada total do tumor. O tratamento varia conforme o estágio: cirurgia pode ser curativa quando o tumor está restrito à glândula; quando há metástase, o objetivo passa a ser o controle da doença e a melhoria da qualidade de vida. Entre as opções estão quimioterapia, com destaque para o mitotano, além de imunoterapia e terapia-alvo, ainda que com benefícios variáveis para esse tipo de tumor.

A família informou que a jovem começou a apresentar sintomas em dezembro de 2023, realizou a primeira cirurgia em agosto de 2024 e passou por novos procedimentos e tratamentos ao longo de 2025. Em dezembro de 2025, houve novas complicações, levando a internações e intercorrências, inclusive com traqueostomia e bolsa de colostomia. A mãe, de 56 anos, desenvolveu um câncer agressivo no pâncreas, com deterioração rápida, necessitando de morfina para alívio de dores. O falecimento da filha ocorreu por volta das 16h de quinta-feira (24), enquanto o da mãe aconteceu às 1h58 da madrugada de sexta (25), em hospitais diferentes da região.

“Nenhuma das duas queria ver a outra morrer”, relatou um familiar próximo, descrevendo o choque da família diante das perdas. As informações foram registradas pela imprensa local com base em relatos de parentes, que acompanharam os desdobramentos da doença e o velório das duas, iniciando pela jovem e encerrando com a mãe no Cemitério Municipal Santo Antônio.

Observação: a dúvida sobre a evolução clínica de casos de câncer de suprarrenal evidencia a necessidade de diagnóstico precoce, acompanhamento médico contínuo e avaliação multidisciplinar para melhores perspectivas, especialmente em tumores raros que podem apresentar diferentes comportamentos dependendo do tipo e estágio da doença.

Imagem de apoio (inserir): https://ift.tt/G2a7huy

Texto: via g1
Foto: g1

Encontre uma reportagem