Mais de 12 mil crianças nasceram em Minas Gerais em 2025 sem o nome do pai na certidão de nascimento. Segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), foram 12.438 registros nessa situação, o equivalente a 5,32% dos 233.603 nascimentos no estado. Em Belo Horizonte, o percentual chegou a 5,8%.
Para ampliar o acesso ao reconhecimento da filiação, a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) realiza, entre 19 e 23 de outubro, a 14ª edição do Mutirão Direito a Ter Pai. A iniciativa acontecerá em Belo Horizonte e em outras 28 unidades da instituição no interior.
As inscrições serão realizadas de 14 de setembro a 2 de outubro. O mutirão oferece gratuitamente exames de DNA, reconhecimento espontâneo de paternidade ou maternidade e investigação de paternidade.
Também serão oferecidos atendimentos para questões como pensão alimentícia, revisão de alimentos, alimentos gravídicos, guarda e regulamentação da convivência entre pais, mães e filhos.
Os exames de DNA serão realizados exclusivamente no dia 23 de outubro. Já os demais atendimentos serão agendados ao longo da semana do mutirão.
A procura pela iniciativa vem aumentando. Em 2025, a 13ª edição atendeu 1.914 pessoas, com 250 exames de DNA agendados e dezenas de reconhecimentos de paternidade e maternidade.
Desde a primeira edição, em 2011, o mutirão já atendeu quase 70 mil pessoas e realizou mais de 10,9 mil exames de DNA.
Crédito da matéria: Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG)
Crédito da foto: Reprodução/DPMG
MAIS DE 12 MIL CRIANÇAS SEM NOME DO PAI EM MG















