Krícis Heather Torres passou mais de dez anos buscando uma explicação para o cansaço constante e a sensibilidade a ruídos, cheiros e texturas. O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 1 de suporte, veio em maio deste ano, aos 33 anos.
Formada em medicina e especialista em cirurgia geral, ela estava se preparando para uma subespecialização em urologia quando percebeu que os limites físicos e sensoriais estavam afetando sua rotina profissional.
Antes do diagnóstico, Krícis recebeu tratamentos para depressão e ansiedade e passou por diferentes profissionais em busca de respostas. Após a confirmação do TEA, ela decidiu deixar definitivamente o centro cirúrgico e iniciar uma nova fase como criadora de conteúdo sobre saúde.
Segundo a neuropsicóloga Joana Portolese, da Faculdade de Medicina da USP, o diagnóstico pode demorar mais entre mulheres devido, entre outros fatores, à camuflagem social dos sintomas. Ela afirma que 47% das mulheres recebem outro diagnóstico antes de identificar o autismo, contra 27% dos homens.
A especialista explica que sinais como dificuldade com mudanças, interação social e estímulos sensoriais podem aparecer na vida adulta, mas o diagnóstico depende de avaliação profissional e deve considerar os prejuízos concretos na rotina.
Fonte: g1
Foto: Arquivo pessoal
MÉDICA DESCOBRE AUTISMO AOS 33 ANOS E MUDA DE CARREIRA














