O mercado ilegal de medicamentos utilizados para emagrecimento registrou forte crescimento em Minas Gerais. Segundo a Receita Federal, as apreensões de canetas emagrecedoras sem registro na Anvisa somaram R$ 893 mil no primeiro semestre de 2026, valor cerca de 11 vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Os produtos apreendidos são, em sua maioria, medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes sob prescrição médica. De acordo com a Receita, o aumento do comércio ilegal é impulsionado pela alta procura por substâncias que prometem rápida perda de peso.
Um dos casos recentes ocorreu em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 196 ampolas com substâncias supostamente utilizadas para emagrecimento. Entre janeiro e maio deste ano, a PRF recolheu 202 canetas emagrecedoras e 655 ampolas sem registro da Anvisa nas rodovias mineiras.
Entidades médicas, como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), alertam que medicamentos de origem irregular podem apresentar contaminação, dosagens inadequadas e outros riscos graves à saúde.
Especialistas reforçam que medicamentos para tratamento da obesidade e do diabetes devem ser utilizados apenas com acompanhamento médico e adquiridos por meios legalmente autorizados.
Você conhece os riscos do uso de medicamentos sem procedência comprovada?
Crédito da foto: Alfândega de Foz do Iguaçu / Divulgação
Fonte: Hoje em Dia
APREENSÕES DE CANETAS EMAGRECEDORAS DISPARAM EM MINAS
















