Mercado ilegal de canetas emagrecedoras já movimenta R$ 600 milhões e vira alerta de saúde pública

Por Dentro De Tudo:

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Uma reportagem exibida pelo Fantástico revelou a rápida expansão do mercado clandestino de canetas emagrecedoras no Brasil, que já movimentaria cerca de R$ 600 milhões, segundo estimativa de especialistas.

Os números reforçam o crescimento do contrabando. Dados da Receita Federal mostram que, em 2024, foram apreendidas cerca de 2,5 mil unidades desses medicamentos. Já em 2025, o volume saltou para aproximadamente 30 mil canetas, avaliadas em mais de R$ 30 milhões.

De acordo com especialistas, o valor real do mercado pode ser ainda maior, já que apenas uma pequena parcela do contrabando é interceptada pelas autoridades. Para os órgãos de fiscalização, o problema ultrapassa a esfera econômica e já é tratado como uma questão de saúde pública.

Auditores alertam que medicamentos ilegais entram no país sem controle sanitário, muitas vezes sem refrigeração adequada, o que pode comprometer a eficácia e provocar efeitos graves à saúde. A reportagem também mostrou que as canetas cruzam a fronteira principalmente pelo Paraguai, sendo vendidas em feiras, no comércio informal e pela internet, sem exigência de receita médica.

Casos de complicações graves após o uso desses produtos já foram registrados. Especialistas em endocrinologia reforçam que não é possível garantir a procedência, a pureza ou a conservação dos medicamentos adquiridos de forma irregular.

A Anvisa destacou que medicamentos sem registro não podem ser comercializados no Brasil. A importação só é permitida, de forma excepcional, para uso próprio e com prescrição médica.

Para entidades médicas, as canetas emagrecedoras representam um avanço importante no tratamento da obesidade e do diabetes, mas o uso inadequado e a compra em fontes ilegais colocam a saúde da população em risco.

📸 Foto: Reprodução / TV Globo

✍️ Texto: Fantástico / g1

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