Um homem de 55 anos morreu nesta segunda-feira (11) durante uma abordagem feita por seguranças de um supermercado de Coronel Fabriciano, na região do Rio Doce. Os vigilantes alegaram que o homem já havia cometidos furtos no supermercado e teria sido flagrado cometendo novamente o mesmo crime. A ocorrência foi registrada como furto e lesão corporal seguida de morte.
Cássio Moreira da Silva era filho do ex-vereador Messias Paulo Moreira, que teve três mandatos. Aos militares, os seguranças afirmaram que tentaram abordar o suspeito do lado de fora do supermercado, mas Cássio teria reagido. Eles entraram em luta corporal e, com muita dificuldade, os dois seguranças conseguiram imobilizar o homem. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um dos agentes com a perna na região entre a cabeça e o pescoço de Cássio. A vítima chegou a ser levada para um hospital da cidade, mas já chegou na unidade de saúde sem vida.
À Itatiaia, o irmão de Cássio, o missionário Vanderlúcio Moreira da Silva, afirmou que o homem era trabalhador e não tinha motivos para cometer o furto. Ele alega que o irmão sofreu violência por parte dos seguranças e pede para que o caso seja esclarecido.
‘Sentaram em cima da cabeça dele, torceram perna e braço. Ele já entrou na viatura sem vida. A polícia me perguntou se ele tinha problemas de saúde, mas ele era saudável. Ele era solteiro, morava sozinho, era trabalhador. O próprio policial disse que ele tinha dinheiro na carteira, ele não tinha histórico de furto. Roubar pra quê? Acho estranha essa alegação. Esperamos que tudo seja esclarecido, queremos a apuração desse caso e a responsabilização’.
Um amigo de Cássio que prefere não se identificar conversou com a Itatiaia e afirma ter visto parte da ação. O homem alega ter sido ameaçado por um dos seguranças ao tentar separar as agressões e disse que os policiais chegaram a algemar Cássio mesmo com ele estando morto.
‘Sentaram na cara dele, torceram ele. Eu cheguei para apaziguar, mas os seguranças falaram para eu sair senão ia acontecer o mesmo comigo. Fizeram tudo no maior ódio, frieza. O cara praticamente morto e eles sentando em cima dele. Algemaram ele, viram que estava morto, aí desalgemaram ele e jogaram dentro da viatura como se fosse um porco’.
Os policiais militares preferiram não gravar entrevista, assim como os seguranças do supermercado. O corpo de Cássio foi encaminhado para o Instituto Médico-Legal de Ipatinga.
Em nota, a diretoria do Decisão Itacarejo informou que está tomando todas as providências possíveis para apurar todos os detalhes do fato. O supermercado afirma que repudia qualquer tipo de violência independente dos fatos ocorridos.
Fonte: Itatiaia.

















