Minas Gerais registrou oito assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025 e dividiu com o Ceará a liderança no ranking nacional desse tipo de crime, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Os números foram divulgados na semana em que se celebra o Dia Nacional da Visibilidade Trans, em 29 de janeiro.
Em todo o Brasil, foram contabilizados 80 homicídios dessa população no ano passado, uma redução de 34% em relação a 2024, quando houve 122 registros. Em Minas Gerais, a queda foi de 33%. Apesar disso, a Antra alerta que a diminuição não reflete necessariamente menos violência, mas pode estar ligada à subnotificação e ao enfraquecimento de políticas de identificação e registro adequado desses crimes.
De acordo com o dossiê, muitos casos de ódio são registrados como homicídios comuns, latrocínios ou lesões corporais, sem o reconhecimento da motivação por LGBTfobia. O relatório também aponta que o medo de represálias e a falta de confiança na punição levam vítimas e testemunhas ao chamado “silêncio estratégico”, o que dificulta a real dimensão do problema.
O perfil das vítimas revela que a violência atinge majoritariamente jovens: em 77% dos casos, as pessoas assassinadas tinham menos de 35 anos, e 54% estavam na faixa entre 18 e 29 anos. A maioria absoluta era composta por travestis e mulheres trans. Além disso, 62,5% dos homicídios ocorreram em espaços públicos, como ruas e praças.
O governo de Minas informou que tem adotado medidas para ampliar a visibilidade e o registro adequado dessas ocorrências, como a inclusão de campos de nome social, orientação sexual e identidade de gênero nos sistemas de segurança. Já a Prefeitura de Belo Horizonte destacou a atuação de serviços como o Centro de Referência LGBT e a Casa de Acolhimento LGBT, além da realização de um mutirão de atendimento no Dia da Visibilidade Trans, com ações de apoio jurídico, social e de saúde.
Fonte do texto: g1 Minas
Fonte da foto: Redes sociais

















