Estudos recentes apontam que a mifepristona, medicamento utilizado há décadas para induzir aborto, pode ter potencial para prevenir o câncer de mama, principal causa de morte por câncer entre mulheres. Pesquisas laboratoriais mostram que a substância pode retardar o crescimento celular no tecido mamário ao bloquear os efeitos da progesterona, hormônio que estimula a multiplicação celular.
Apesar do potencial, o medicamento enfrenta barreiras devido ao estigma associado ao aborto. Farmacêuticas relutam em investir na pesquisa e desenvolvimento do fármaco para prevenção do câncer, enquanto países com restrições ao aborto também dificultam estudos clínicos.
Especialistas defendem a necessidade de separar o uso reprodutivo do não reprodutivo da mifepristona e ampliar investimentos científicos e apoio político para explorar seu potencial preventivo. A droga também é estudada para tratamento de miomas, contracepção sem estrogênio e condições como síndrome de Cushing e meningiomas, mas a maioria das pesquisas ocorreu décadas atrás.
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Fonte: Folhapress / O TEMPO