Militar admite autoria de plano contra Lula e Moraes, mas diz que era apenas “um pensamento”

Por Dentro De Tudo:

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O general da reserva Mário Fernandes, ex-subchefe da Secretaria-Geral da Presidência, admitiu em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que foi o autor do chamado “Plano Punhal Verde e Amarelo”, que previa, segundo a Polícia Federal, o sequestro e assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Durante o interrogatório, Fernandes alegou que o documento não passou de um “pensamento” pessoal que foi digitalizado como parte de uma análise de risco. “Esse pensamento digitalizado não foi compartilhado com ninguém”, afirmou o militar, negando ter apresentado o material a terceiros.

O depoimento integra a oitiva dos réus do chamado “núcleo dois” da tentativa de golpe de Estado, grupo acusado de coordenar ações para manter Jair Bolsonaro no poder após sua derrota em 2022. Os réus são investigados por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, dano ao patrimônio público e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Também nesta quinta-feira (25), o coronel da reserva Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, reconheceu que monitorava os passos do ministro Alexandre de Moraes, mas alegou que a intenção era promover uma reaproximação institucional, e não causar constrangimentos.

Além de Fernandes e Câmara, também são réus no núcleo dois Filipe Martins, Fernando de Sousa Oliveira, Marília Ferreira de Alencar e Silvinei Vasques.

Foto: Isac Nóbrega/PR

Fonte: G1, STF

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