A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que, até agora, o estado registrou 57 casos confirmados de leptospirose em 2024, com duas mortes. Durante o período chuvoso, que se estende de dezembro a março, o número de registros da doença costuma aumentar, especialmente em regiões atingidas por enchentes e alagamentos.
De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (29), foram notificados 757 casos suspeitos da doença no estado. Em 2023, houve 1.077 notificações, sendo 113 casos confirmados e seis óbitos. Historicamente, as regiões Centro-Sul e Triângulo são as mais afetadas pela leptospirose.
Sobre a doença
A leptospirose, transmitida pelo contato com água contaminada por urina de roedores, pode apresentar desde quadros assintomáticos até casos graves, que incluem insuficiência renal, hemorragias pulmonares e miocardite. Os sintomas iniciais, como febre, dor muscular e vômitos, podem ser confundidos com outras doenças, como dengue.
Ações de prevenção
Para conter os casos, a SES-MG está reforçando medidas como:
• Monitoramento contínuo de notificações e casos confirmados;
• Capacitação de profissionais de saúde para diagnóstico e tratamento;
• Divulgação de materiais educativos e técnicos;
• Emissão de alertas epidemiológicos em períodos críticos;
• Parcerias intersetoriais para controle de roedores e melhorias no saneamento.
Medidas para a população
A SES-MG recomenda:
• Usar botas e luvas ao limpar áreas alagadas;
• Lavar locais contaminados com solução de água sanitária;
• Armazenar alimentos em locais seguros e evitar entulho;
• Beber apenas água potável.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é realizado por exames de sangue na Fundação Ezequiel Dias (Funed), e o tratamento envolve antibióticos que devem ser iniciados imediatamente ao surgirem os sintomas.
Ao apresentar sinais da doença, é essencial buscar atendimento médico e relatar possíveis exposições a situações de risco.
Fonte: Hoje em Dia, Agência Minas


















