Minas Gerais tem 12 cursos de Medicina com notas baixas no Enamed e instituições serão punidas

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Doze instituições de ensino superior com cursos de Medicina em Minas Gerais foram incluídas na lista de avaliações insatisfatórias do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes da Medicina (Enamed). Todas as faculdades mineiras citadas são privadas e estão entre as que sofrerão sanções aplicadas pelo Ministério da Educação.

Em todo o país, mais de 100 cursos receberam conceitos 1 e 2 — as notas mais baixas entre os 351 avaliados. Em Minas, as punições podem incluir suspensão total da entrada de novos alunos, redução do número de vagas e bloqueio do acesso ao Fies e a outros programas federais. A avaliação foi conduzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, e os resultados foram divulgados nesta segunda-feira (19), em Brasília.

Segundo o MEC, as medidas têm como objetivo assegurar a qualidade da formação médica e proteger a população que será atendida por esses futuros profissionais. As instituições com conceito 1 terão o ingresso de novos alunos suspenso; já aquelas com conceito 2 sofrerão redução de vagas. As faculdades ainda terão prazo para apresentar defesa.

As instituições de Minas Gerais com desempenho considerado insatisfatório são: Faculdade de Medicina de Barbacena (nota 2), Centro Universitário Presidente Antônio Carlos, em Juiz de Fora (nota 1), Universidade Vale do Rio Doce, em Governador Valadares (nota 2), Universidade de Itaúna (nota 2), Faculdade da Saúde e Ecologia Humana, em Vespasiano (nota 1), Centro Universitário Faminas, em Muriaé (nota 2), Centro Universitário de Manhuaçu (nota 2), Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga, em Ponte Nova (nota 2), Faculdade de Minas BH, em Belo Horizonte (nota 2), Centro Universitário Univértix, em Matipó (nota 2), Faculdade Atenas, em Passos (nota 2), e Faculdade Atenas, em Sete Lagoas (nota 2).

No recorte nacional, os piores desempenhos se concentram principalmente em universidades públicas municipais e instituições privadas, enquanto os melhores resultados ficaram majoritariamente com universidades federais e estaduais. O MEC reforçou que a intenção não é apenas punir, mas corrigir falhas e elevar o padrão do ensino médico no país.

Fonte do texto: g1 Minas

Fonte da foto: Agência Brasil

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