Minas Gerais vai promover a vacinação contra a dengue em escolas públicas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Em entrevista à TV Globonesta terça-feira (5), o secretário da pasta, Fábio Baccheretti, afirmou que a iniciativa é uma das estratégias para aumentar a baixa cobertura vacinal.
“A vacinação contra dengue, que foi estabelecida neste ano para as crianças de 10 a 14 anos, ainda está muito lenta — e é a melhor forma a médio e longo prazo de vencermos essa doença que nos atinge há mais de 40 anos. Por isso, é importante lembrar que essa vacina é segura, não existe nenhum risco”, disse Baccheretti.
A primeira remessa de vacinas Qdenga, com 78.790 doses, chegou ao estado no último 22 de fevereiro. Neste primeiro momento, os imunizantes são destinados aos mineiros de 10 e 11 anos.
No entanto, de acordo com o secretário, as crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos são o público prioritário da campanha. Por isso, o governo do estado também discute com o Ministério da Saúde a possibilidade de ampliar a imunização para toda essa faixa etária o quanto antes.
“[…] se a gente não tem crianças de 10, 11 anos, tomando essa vacina, não podemos tê-la parada, se temos aí um público já estabelecido até o fim do ano. Há expectativa de melhorar a cobertura com a vacinação nas escolas, mas também ampliar esse público mais precocemente para que a gente não tenha nenhuma vacina esperando no posto de saúde e tenhamos cada vez mais pessoas imunizadas e protegidas”, concluiu o secretário.
Até esta terça-feira, Belo Horizonte aplicou cerca de 15 mil doses da vacina contra a dengue em crianças de 10 e 11 anos. Este número representa aproximadamente 31% do grupo elegível, com 48 mil pessoas.
Para aumentar a cobertura vacinal, a prefeitura está reforçando o chamado para que pais, mães ou responsáveis levem os filhos que fazem parte do público convocado a um dos 152 centros de saúde da capital para vacinar. É necessário apresentar um documento de identificação com foto, CPF, comprovante de endereço residencial em BH e cartão de vacina.
“É importante reforçar, novamente, que todas as vacinas ofertadas na rede SUS são seguras, testadas e garantem proteção. Além disso, é indispensável manter o cartão de vacinação sempre atualizado e com as doses em dia”, afirmou a administração municipal.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a orientação para quem teve diagnóstico recente de dengue é aguardar seis meses após o início dos sintomas para iniciar o esquema vacinal. Caso a infecção pelo vírus ocorra depois da primeira dose, não há alteração no intervalo entre as aplicações, desde que a segunda dose não seja aplicada em um período inferior a 30 dias do início da doença.
O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante Qdenga, contra a dengue, na rede pública, mas a quantidade disponibilizada pela fabricante japonesa Takeda é restrita.
Por isso, o Ministério da Saúde definiu como prioridade a vacinação de pessoas de 10 a 14 anos residentes em municípios de grande porte e com classificação de alta transmissão de dengue do tipo 2. As cidades próximas a esses locais também foram incluídas.
fonte: Globo minas.















