O Ministério da Saúde divulgou, nesta quinta-feira (29), uma nota oficial sobre o risco de contaminação pelo vírus Nipah no Brasil após a confirmação de novos casos da doença na Índia. Segundo a pasta, a possibilidade de uma pandemia é considerada baixa, mesmo com o vírus sendo classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de alta patogenicidade e elevada letalidade.
O alerta ganhou força depois que dois casos foram confirmados na Índia e mais de 100 pessoas precisaram cumprir quarentena. O país já enfrentou outros surtos da doença, sendo o mais recente registrado em 2023. O vírus Nipah é incurável e pode provocar infecções respiratórias graves e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode levar a complicações severas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão do Nipah ocorre tanto entre humanos quanto a partir de animais, principalmente morcegos frugívoros e porcos, além da ingestão de alimentos contaminados. Ainda assim, o órgão destaca que o vírus permanece geograficamente restrito a regiões específicas do sudeste asiático, como Malásia, Indonésia e Índia, o que reduz o risco de chegada ao Brasil.
Na nota, o ministério reforça que mantém protocolos de vigilância e resposta a emergências para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além do acompanhamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Países onde o vírus circula também contam com protocolos de detecção rápida e controle de surtos, sob coordenação da OMS.
Entre os principais sintomas do vírus Nipah estão febre, dor de cabeça, náuseas, vômitos, convulsões, alteração do nível de consciência e, em casos mais graves, pneumonia e inflamações no sistema nervoso central. O período de incubação varia, em média, de quatro a 14 dias, podendo chegar a até 45 dias em situações excepcionais.
Fonte do texto: Rádio Itatiaia
Fonte da foto: CNN Brasil

















