A cena de uma cadelinha agonizando nas proximidades do bosque dos Colibris, na rua Zoroastro Torres, no bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, comoveu os moradores da região. Indignados, eles buscaram atendimento veterinário. A cadela não sobreviveu. O corpo do bichinho passou por exame de necropsia. A análise, feita em junho, constatou zoofilia. A cadelinha teria sido vítima de abuso sexual e teria morrido por causa das lacerações provenientes do crime.
Ainda conforme os denunciantes, em julho, outra cadelinha também teria sido vítima de zoofilia, no entanto, esse bichinho, que também teve o corpo periciado, teria sido encontrada já morta em um barracão no aglomerado Barragem Santa Lúcia, nas proximidades do bairro Santo Antônio. Além disso, o laudo pericial ainda apontou que a cachorrinha, após a morte, teria tido as orelhas arrancadas e o corpo queimado.
Os suspeitos de cometer os crimes seriam os próprios tutores dos animais; dois homens em situação de rua que transitam, diariamente, pelo bairro Santo Antônio, pedindo ajuda para manter os bichinhos. A Polícia Civil foi acionada.
Ainda de acordo com os denunciantes, os homens andam pelo bairro com diferentes cães – de raça e sem raça definida. Por conta disso, diversas pessoas ajudam os tutores com doações. Muitos moradores do bairro acabaram se apegando aos animais que são conhecidos pelo nome.
Receios
Um dos suspeitos reside numa barraca de lona no bosque dos Colibris, local onde a cadelinha, conhecida como Lobinha, foi encontrada. O segundo suspeito mora no aglomerado Barragem Santa Lúcia, endereço que o corpo da segunda cadelinha, batizada como Camila foi localizado.
Os homens ainda circulam pela região sempre rodeados de cães. Por conta disso, o medo dos moradores do bairro é que mais bichinhos sejam vítimas de zoofilia e tortura.
“Foram feitos os laudos de necropsia que comprovaram a zoofilia das duas cadelinhas. Eu e uma amiga acionamos a polícia e ainda não obtivemos nenhuma resposta. Quando vejo esses homens passando com outros bichinhos pela rua meu coração corta. Outros moradores de rua me contaram que eles abusam de animais. Sei que eles vão maltratar mais animais, que terão o mesmo fim. O segundo corpo foi encontrado e levamos até uma clínica. Sabíamos que Camila havia sumido, fomos até o barracão e vimos lá o corpinho dela. Sabíamos que algo tinha acontecido com ela. O que será necessário acontecer para que a justiça seja feita? Quantas Camilas, Lobinhas e tantas outras terão que sofrer?”, disse em anonimato uma moradora do bairro.
Investigação
Em nota a, Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que um inquérito foi instaurado para apurar o caso. “A PCMG tomou conhecimento do possível crime de maus-tratos a animais ocorrido no bairro Santo Antônio, na capital, e o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA) instaurou inquérito policial para apurar os fatos”, pontuou a nota.
Fonte: O Tempo.

















