Belo Horizonte enfrenta um grave problema de segurança no trânsito, com motociclistas morrendo em uma proporção quase três vezes maior que pedestres. No primeiro semestre deste ano, 37 motociclistas e garupas perderam a vida em acidentes, enquanto 13 pedestres faleceram no mesmo período, conforme dados registrados.
O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII atendeu 4.331 motociclistas até agosto deste ano, evidenciando a gravidade dos acidentes envolvendo esse grupo. Em comparação, o hospital contabilizou 791 atendimentos a pedestres no mesmo período. Os números revelam a vulnerabilidade dos motociclistas nas ruas e avenidas da capital mineira.
O consultor em Mobilidade e Segurança Viária destaca a necessidade de aumentar a fiscalização para diminuir as mortes de motociclistas. Ele também defende que mudanças no processo de formação dos motociclistas são essenciais para melhorar a segurança. Entre as infrações cometidas com frequência estão avanço de sinal e a passagem sobre calçadas.
## Dificuldades e intervenções
Os motociclistas enfrentam dificuldades diárias para circularem em Belo Horizonte, especialmente em vias movimentadas como as avenidas Cristiano Machado, Amazonas e Antônio Carlos. A situação implora por medidas urgentes, e a Prefeitura de Belo Horizonte anunciou a construção da primeira motofaixa na Via Expressa. Essa obra ocorrerá em conjunto com a recuperação integral da via, o que deve trazer melhorias significativas na segurança viária para motociclistas.
Além das medidas estruturais, o secretário-geral do Sindimoto-MG aponta o uso do celular como um problema constante entre os motociclistas. Comportamentos imprudentes e distraídos contribuem para o aumento no número de acidentes, reforçando a importância de uma abordagem educativa e punitiva rigorosa para reduzir infrações e garantir maior segurança no trânsito.
Crédito da matéria: Hoje em Dia
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