Uma moradora de Belo Horizonte de 27 anos denuncia um motorista de aplicativo após ele “cobrar” R$ 1,2 mil por uma corrida de seis quilômetros. O pagamento foi realizado via PIX. O caso foi parar na polícia, uma vez que a passageira afirma que estava adormecida no momento da transferência.
O caso aconteceu no último domingo (10) após Amanda Luíza Arcanjo de Paula sair de uma festa no estádio Mineirão, na Região da Pampulha.
“A festa foi de sábado para domingo e, às 6h55, comecei a procurar motorista de aplicativo pela plataforma. Estava no preço dinâmico e, uma viagem que custa em média R$ 20, o valor cobrado era de R$ 54,89. Mesmo no dinâmico, a demanda estava alta e a corrida não foi aceita. Às 7h10, esse motorista apareceu falando que ‘era Uber’ e que poderia fazer essa corrida pelo mesmo valor”, contou a jovem.
Amanda disse que não teve receio de entrar no veículo, por volta das 7h15, e adormeceu. Ela foi acordada pelo motorista às 8h36 já na porta da casa da mãe, no Caiçara, que é um bairro vizinho ao estádio.
“Quando eu perguntei qual era o valor da corrida, ele disse que era R$ 102. Questionei, ele foi hostil e preferi pagar e entrar na casa da minha mãe. Lá dentro, fui mostrar à ela a transferência e, nesse momento, vi que, às 7h30, tinha o PIX de R$ 1,2 mil para ele. Eu não fiz o PIX e o aplicativo foi aberto com a biometria. Os outros bancos que precisam de senha, não foram usados”, detalhou.
Através da localização do celular, a passageira descobriu que o carro ficou parado em uma rua deserta das 7h21 às 8h28. O tempo de deslocamento entre os dois endereços pode ser feito em apenas 10 minutos. Durante esse período com o veículo parado, Amanda não sabe o que aconteceu.
“Pagou porque quis”
Através do nome dele, Amanda conseguiu localizar a ex-companheira do homem em uma rede social. A mulher disse que passaria o recado.
“Na segunda, ele não me procurou. Na terça, eu estava a caminho da delegacia quando ele me ligou e depois mandou um áudio”, disse.
Na gravação que teria sido feita pelo motorista, ele afirma que a passageira pagou o valor “porque quis” e que teria feito o PIX antes de entrar no carro enquanto conversava com outra pessoa do lado de fora. Segundo Amanda, o homem que estava ao lado dela fazia a desmontagem do evento.
Segundo a passageira, foi realizada o contato com a instituição financeira e só foi possível estornar R$ 10, valor que tinha na conta dele.
“Registrei um boletim de ocorrência e estou aguardando. Enquanto isso, o aluguel da minha casa está atrasado porque fiquei sem o dinheiro”, desabafou.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que “recebeu a ocorrência, registrada como furto no último dia 10 de julho deste ano, e apura os fatos relatados pela vítima. Os trabalhos seguem na 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste, em BH”.
As ligações para o número de telefone do motorista caíram na caixa postal.
O que diz a Uber
“Ao que tudo indica pelas informações apresentadas, o caso não teria ocorrido durante viagem com o aplicativo, portanto sem relação com a empresa”
A reportagem perguntou à empresa há quanto tempo ele é parceiro da plataforma e se chegou a fazer alguma viagem pelo aplicativo na manhã de domingo, mas não teve retorno.
Fonte: Globo Minas.















