O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, ingressou com uma ação civil pública contra a TV Globo alegando que integrantes da emissora pronunciam de forma incorreta a palavra “recorde” em programas e telejornais. O processo tramita na 2ª Vara Cível e Juizado Especial Federal Adjunto de Uberlândia e atribui à causa o valor de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
Na ação, o MPF pede que a emissora seja obrigada a ajustar a pronúncia para a forma paroxítona (reCORde) em toda a programação jornalística, orientando repórteres, apresentadores e locutores. O órgão também solicita indenização não inferior a R$ 10 milhões e requer liminar para que a mudança seja implementada imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
Segundo o procurador da República Cléber Eustáquio Neves, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), da Academia Brasileira de Letras, adotado oficialmente pelo Brasil por meio do Decreto 6.583/2008, registra “recorde” como palavra paroxítona, sem acento, com sílaba tônica em “cor”. O MPF argumenta que dicionários como Aurélio, Houaiss e Michaelis seguem a mesma orientação e não reconhecem “récorde” como forma correta.
O órgão sustenta que a repetição da forma considerada inadequada em rede nacional configura erro de prosódia e pode prejudicar o aprendizado de telespectadores, especialmente estudantes e candidatos a concursos públicos.
Fonte: @otempo
📸 Reprodução TV Globo
















