Sete pessoas ligadas à Clínica Assistencial Fortalecer e ao Instituto Feminino Fortalecer, em Montes Claros, no Norte de Minas, foram denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por suspeita de envolvimento em crimes como cárcere privado, tortura, estupro e importunação sexual.
Segundo a denúncia, 15 vítimas foram mantidas em cárcere privado, entre elas nove adolescentes à época dos fatos e quatro mulheres com transtornos mentais. Os internos teriam sido submetidos a agressões, contenção em camas, uso de medicamentos psicotrópicos sem prescrição e trabalho forçado. Também há relatos de abusos sexuais e ameaças para impedir que as vítimas denunciassem os crimes.
As investigações apontam que o grupo teria tentado escapar de fiscalizações, transferindo ou escondendo internos antes de operações policiais. Em fevereiro de 2025, a Justiça determinou a interdição da clínica, mas, conforme o MPMG, as unidades continuaram funcionando clandestinamente.
Grupo teria recebido mais de R$ 700 mil
De acordo com o Ministério Público, a rede recebeu mais de R$ 700 mil de pelo menos 23 municípios mineiros entre 2022 e abril de 2026, além de valores pagos pelas famílias das pessoas internadas.
Os denunciados incluem o proprietário das unidades, apontado como líder do grupo, três coordenadoras, uma técnica em enfermagem, um psicólogo e um responsável pela vigilância dos internos.
Após reunir provas, o MPMG apresentou a denúncia, pediu a prisão preventiva de quatro denunciados e solicitou indenização mínima para as vítimas. O órgão também requisitou novas investigações sobre possíveis outros crimes.
O Ministério Público orienta que vítimas e familiares que tenham informações procurem a Polícia Civil, o próprio MPMG ou o Disque 100.
Fonte: O Tempo
Texto: Mateus Pena
Foto: Reprodução/Google Street View

















