As mudanças climáticas têm gerado impactos diretos na saúde da população, com eventos extremos cada vez mais frequentes, como calor intenso, secas prolongadas e inundações. Belo Horizonte, por exemplo, enfrentou uma sequência de dias com temperaturas acima da média e baixa umidade do ar em 2024, o que aumentou a incidência de doenças respiratórias, como asma e bronquite. Além disso, a distribuição de doenças transmitidas por vetores, como dengue e malária, tem se ampliado com as mudanças climáticas.
As temperaturas extremas elevam o risco de insolação, desidratação e agravamento de doenças cardiovasculares, além de poderem levar a complicações graves, como convulsões e até morte. Por outro lado, as inundações aumentam a exposição a doenças como hepatite A e leptospirose e elevam os riscos de acidentes com animais peçonhentos. Esses eventos também afetam a saúde mental, exacerbando quadros de ansiedade e depressão.
Para minimizar os impactos das emergências climáticas, é fundamental uma gestão eficaz de desastres e estratégias integradas, que envolvam vigilância, prevenção e controle de zoonoses. Além disso, ações de conscientização e mudanças no comportamento individual podem ajudar a proteger a saúde coletiva. Entre as medidas recomendadas estão o uso de roupas adequadas, hidratação constante, evitar atividades ao ar livre nos horários de maior calor, além de adotar hábitos de higiene e evitar aglomerações.
A adaptação dos sistemas de saúde para lidar com os novos desafios impostos pelas mudanças climáticas é essencial, uma vez que muitos deles ainda não estão preparados para emergências de grande escala, como a pandemia de Covid-19 demonstrou.
Fonte: O TEMPO
Foto: FLÁVIO TAVARES / O TEMPO



















