Evento reuniu tradição, tecnologia e identidade mineira em uma celebração que marcou o calendário de Belo Horizonte
O Natal da Mineiridade realizado na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, em 2026, foi considerado um grande sucesso de público e de crítica, consolidando-se como um dos eventos mais emblemáticos do calendário da capital mineira. Proposto pela Pomar Cultural por meio da Lei Rouanet, apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Vale, o projeto foi realizado pela Pulsar Brasil, com produção da NaSala e do Instituto Movare, além de contar com patrocínio do Itaú, O Boticário e Itambé.
Sob o tema “A Liberdade e as Artes”, o evento atraiu moradores e turistas com uma cenografia imersiva que exaltou a cultura das seis regiões de Minas Gerais, convidando o público a um percurso sensorial que celebrou a pluralidade das expressões que formam a alma do estado. A proposta uniu o moderno, com lasers, drones e projeções mapeadas — ao artesanato mineiro do artista Zé do Arame, criando um diálogo harmônico entre tradição e inovação.
“O resultado superou todas as expectativas. Ver a praça tomada por famílias, turistas e moradores emocionados mostrou que conseguimos traduzir, em luz e arte, o sentimento de pertencimento do povo mineiro”, afirmou Eberty Salles, diretor da Pulsar Brasil.
Cada setor da praça ganhou uma cenografia própria, inspirada na arquitetura sacra e na estética regional. O visitante foi guiado pela “Revoada de Pássaros”, instalação luminosa que cruzou a alameda central e simbolizou o voo da liberdade e a elevação espiritual. No ponto central, um presépio iluminado sobre as águas refletiu a Sagrada Família como imagem de fé, paz e esperança, enquanto o brilho das árvores revelou cores e símbolos que remeteram à música, à pintura, ao teatro, à dança e à literatura mineira.
A luz, no projeto, não foi apenas adorno: tornou-se linguagem, ponte e prece. Desenhou caminhos, traduziu emoções e conectou o sagrado ao cotidiano, transformando a iluminação em uma narrativa viva, fio condutor entre o espírito natalino e a essência mineira.
Em perfeita harmonia entre o manual e o tecnológico, o evento apresentou 170 obras de Zé do Arame ao lado de shows de drones, mapping e laser, culminando na tradicional chegada do Papai Noel em um “trenó voador” formado por drones. O Palácio da Liberdade ganhou vida como Casa do Papai Noel, com ambientes temáticos que remeteram ao lar, ao afeto e à memória, enquanto o Coreto recebeu shows diários com grandes nomes da música mineira.
“Conseguimos unir espiritualidade, arte e tecnologia de forma sensível, respeitando a tradição e projetando Minas para o futuro. O Natal da Mineiridade se consolidou como um patrimônio afetivo da cidade”, declarou Eberty Salles.
















