Ao menos três pessoas morreram em um cruzeiro que partiu da Argentina em direção a Cabo Verde. A Organização Mundial da Saúde está investigando um possível surto de hantavírus no navio, mas já afirmou que não há motivo para pânico ou restrições de viagens e que o risco para o público em geral é baixo.
Mas, afinal, o que é o hantavírus?
Não é um vírus novo. Ele costuma ser transmitido por roedores silvestres e pode causar uma síndrome respiratória grave. A forma mais comum de infecção por hantavírus é pela inalação de partículas presentes na urina, nas fezes ou na saliva de roedores contaminados, especialmente em ambientes fechados, como cabanas e galpões. A transmissão de pessoa para pessoa é rara, mas também pode acontecer. Ela já foi relatada na Argentina e no Chile, associada ao hantavírus Andes.
Imagem aérea mostra o navio de cruzeiro MV Hondius, onde três pessoas morreram com suspeita de contaminação por hantavirus. AFP
Os hantavírus podem causar duas principais doenças: a febre hemorrágica com síndrome renal, predominante na Europa e na Ásia, e a síndrome pulmonar por hantavírus, mais comum nas Américas. Essa é uma doença grave e potencialmente fatal, que afeta sobretudo os pulmões. Os sintomas aparecem de uma a oito semanas depois da infecção. No começo, eles parecem com os da gripe: fadiga, febre, dores musculares e dores de cabeça, além de tontura, calafrios e sintomas gastrointestinais. Depois, os pacientes costumam apresentar falta de ar e insuficiência pulmonar ou cardíaca. Mas não existe um tratamento específico para essa infecção. Os pacientes recebem atenção médica e suporte, incluindo repouso, hidratação e tratamento dos sintomas.
A taxa de letalidade dessa síndrome pulmonar é de cerca de 38%. No Brasil, as infecções por hantavírus ocorrem principalmente em áreas rurais. Entre 2007 e 2024, foram 1.386 casos confirmados e 540 óbitos registrados no país.
Fonte: g1
Credito da foto: AFP
Fonte da matéria: G1 (via g1.globo.com)



















