O ano de 2026 começou com mudanças importantes para a saúde materno-infantil em Minas Gerais. A Lei nº 25.594, aprovada no fim de 2025 e de autoria do deputado estadual Bruno Engler, passou a tornar obrigatória a realização do ultrassom morfológico no pré-natal. A medida amplia o diagnóstico precoce, reforça a proteção à saúde das gestantes e contribui para a redução de partos prematuros.
Especialistas destacam que o exame, realizado no primeiro e no segundo trimestres da gestação, permite identificar malformações, algumas síndromes e condições que podem ser acompanhadas ou tratadas ainda durante a gravidez. Segundo Arlene Fernandes, professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, o ultrassom morfológico é fundamental para avaliar, por exemplo, o comprimento do colo do útero e adotar medidas preventivas contra o trabalho de parto prematuro.
“Com esse exame, é possível fazer intervenções ainda na gestação e, mesmo quando não há tratamento intrauterino, o diagnóstico precoce muda completamente o planejamento do cuidado com o bebê”, afirma a especialista.
O autor da lei ressalta que a iniciativa busca preservar vidas e garantir mais tranquilidade às famílias. “Era um exame importante que nem sempre estava disponível na rede pública. A aprovação e sanção dessa lei representam mais saúde para as futuras mães e para os bebês que ainda vão nascer”, afirmou Bruno Engler.
A importância do exame também é destacada por famílias que vivenciaram o diagnóstico precoce. A investigadora da Polícia Civil Brisa Mendes conta que, durante a gestação da filha Sofia, hoje com 11 anos, o ultrassom morfológico identificou uma alteração cerebral. O resultado permitiu que a família se preparasse emocionalmente e organizasse os cuidados necessários desde antes do nascimento. “Foi essencial para nos dar consciência e responsabilidade diante do que enfrentaríamos”, relata.
A nova exigência reforça o papel do pré-natal como ferramenta de prevenção, diagnóstico e planejamento, ampliando as chances de um acompanhamento mais seguro e humanizado para gestantes e bebês em todo o estado.
Fonte: O Tempo
Foto: Pixabay















