ONU alerta que serviços de apoio e tratamento para os usuários de drogas devem ser fortalecidos

Por Dentro De Tudo:

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A Organização das Nações Unidas estabeleceu, em 1987, o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. A data foi criada para conscientizar a população global sobre  a necessidade de combater os problemas sociais criados pelas drogas ilícitas, além de planejar ações de combate à dependência química e o tráfico de drogas, que provocam crises de saúde e humanitárias.

Neste domingo (26), o secretário-geral da ONU, António Guterres, publicou uma mensagem em que afirma que “os criminosos lucram com o sofrimento das pessoas. A produção de cocaína aumentou, e as apreensões de metanfetamina quintuplicaram durante a última década”, declarou.

De acordo o relatório anual do Comitê Internacional para Controle de Narcóticos, publicado em março deste ano, o crime organizado continua fazendo milhões de dólares com o tráfico de drogas. “As consequências negativas afetam sociedades e o desenvolvimento econômico, com corrupção e suborno, além do aumento da violência, da pobreza e das desigualdades”, alerta o relatório. 

Segundo a ONU, desastres climáticos, conflitos e deslocamento forçado além da pobreza extrema são condições que levam ao abuso de entorpecentes. A pandemia da Covid-19 só fez piorar uma situação que já era grave.

Na mensagem, Guterres alertou que pessoas que vivem em emergências humanitárias têm menos chance de acesso a tratamento necessário. E afirmou que “o mundo precisa renovar o compromisso de acabar com o flagelo do abuso e tráfico de drogas e apoiar aqueles que se tornam vítimas do problema”.

O líder das Nações Unidas declarou que serviços de apoio e tratamento para os usuários de drogas devem ser fortalecidos. E defendeu soluções que “não discriminem e que ponham as pessoas no centro das respostas, assim como direitos humanos e de saúde como base na cooperação internacional de combate ao tráfico e abuso de entorpecentes”.

Para António Guterres, “ é preciso responsabilizar quem lucra com a miséria e sofrimento alheios”, alertou.

Fonte: Hoje em Dia.

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