Os riscos da “doença do beijo” aumentam no verão; saiba como se prevenir

Por Dentro De Tudo:

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Com a chegada do verão, período marcado por férias, festas e maior convivência social, cresce também o risco de transmissão da chamada “doença do beijo”, nome popular da mononucleose infecciosa. A enfermidade é causada pelo vírus Epstein-Barr e se espalha principalmente pelo contato com a saliva, situação comum em ambientes de proximidade e intimidade.

Os sintomas costumam surgir entre quatro e oito semanas após o contágio e incluem febre alta, dor intensa na garganta, ínguas no pescoço e cansaço extremo. Por serem semelhantes aos de outras infecções, como a amigdalite, o diagnóstico correto depende de exames laboratoriais. Segundo o infectologista Estevão Urbano, a transmissão pode ocorrer mesmo antes do aparecimento dos sinais clínicos e, em alguns casos, persistir por semanas após a melhora.

Na maioria das situações, a mononucleose evolui de forma benigna, mas pode gerar complicações quando não identificada corretamente, como aumento do baço, hepatite, alterações neurológicas e, raramente, ruptura do órgão. Por isso, especialistas recomendam evitar atividades físicas de impacto durante a recuperação e procurar atendimento médico imediato diante de sintomas como dor abdominal intensa, falta de ar ou icterícia.

A prevenção passa por cuidados simples, como evitar o compartilhamento de copos, talheres e garrafas, além de atenção redobrada em períodos de festas e aglomerações. O especialista reforça que a doença não é transmitida pelo suor, o que derruba mitos comuns, e destaca que a informação é a principal aliada para curtir o verão com mais segurança.

Fonte do texto: O Tempo

Fonte da foto: iStockphoto / Divulgação

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