Durante uma entrevista nesta segunda-feira (26), o candidato à prefeitura de São Paulo pelo PRTB, Pablo Marçal, revelou pela primeira vez que já foi preso pela Polícia Federal (PF) e condenado a quatro anos e cinco meses de reclusão por furto qualificado, sob a acusação de participação em uma quadrilha que desviava dinheiro de contas bancárias por meio de golpes virtuais. O caso, que se arrastou por anos devido a vários recursos, acabou prescrevendo em 2018, impedindo que Marçal cumprisse a pena.
Marçal, que tem o combate à corrupção como uma de suas principais bandeiras de campanha, admitiu ter sido preso temporariamente por dois dias durante uma operação da PF em 2005. Na época, ele foi acusado de captar e-mails para o envio de spams que roubaram dados bancários de vítimas por meio de sites falsos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. A operação, conhecida como Pegasus, desmantelou o que a PF descreveu como a “maior quadrilha de piratas da internet brasileira”.
Apesar da gravidade das acusações, Marçal argumentou que era um jovem de 18 anos na época e que não tinha plena consciência dos crimes praticados. No entanto, a sentença judicial indicou que ele tinha pleno conhecimento das atividades criminosas. O juiz que condenou Marçal destacou que ele, devido ao seu conhecimento em informática, compreendia claramente a dimensão dos crimes.
A revelação veio após Marçal ter negado qualquer envolvimento em crimes durante o primeiro debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo. No entanto, ele foi confrontado por outros candidatos que lembraram sua condenação e outros inquéritos em andamento. Marçal também é investigado pela PF por falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e apropriação indébita.
Apesar das controvérsias, Marçal segue competitivo na corrida eleitoral, dividindo as intenções de voto com outros candidatos de destaque.
FONTE: O TEMPO – Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress