Os pais de um bebê, de 11 meses, foram indiciados por suspeita de tortura contra a criança na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso, registrado em Jaboticatubas, foi investigado pela Polícia Civil, e as conclusões do inquérito foram divulgadas nesta quinta-feira (13).
As investigações começaram em março deste ano. De acordo com o delegado Victor Mattos, a polícia foi acionada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que apurasse uma denúncia de maus-tratos contra a bebê.
De acordo com o inquérito, quando a criança tinha 1 mês, ela foi levada para o hospital por causa de uma fratura no fêmur. A unidade de saúde, então, acionou o Conselho Tutelar, que passou a acompanhar a família.
Em uma das visitas dos conselheiros, a menina foi encontrada com febre alta e chorando muito. Ela foi novamente encaminhada para atendimento médico, mas, como o quadro de saúde era grave, ela precisou ser transferida para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na capital.
De acordo com o delegado, ela ficou internada por cerca de um mês, sendo mais de uma semana na UTI, correndo risco de vida.
“Concluímos que os pais dessa criança, de 21 e 22 anos, estavam efetivamente torturando-a. Então, não eram casos de puras agressões. Era um caso de verdadeira tortura”, disse Mattos.
Ao longo das investigações, a polícia verificou que, além do fêmur, a criança tinha fraturas em 16 costelas.
“O fato de você ter 16 costelas quebradas em períodos distintos mostra que isso não era um acidente como foi a versão narrada pelos pais. Seria um acidente, a criança teria caído. Na verdade, essas versões dos pais são fantasiosas, elas foram combatidas pelos elementos produzidos no inquérito, inclusive elementos objetivos a partir da perícia médica. O perito diz expressamente que essas lesões foram causadas por meio de um trauma de alto impacto”, afirmou.
Segundo o delegado, o pai, que é auxiliar de pedreiro, foi indiciado pelo crime de tortura-castigo, qualificado por ter gerado lesão de natureza grave. Já a mãe, que é dona de casa, vai responder pelo crime de tortura por omissão. De acordo com Mattos, o casal não tinha passagens pela polícia, mas foi verificado que o homem faz uso de drogas.
Há cerca de 4 meses, a criança foi retirada do convívio dos pais e foi encaminhada a uma instituição de acolhimento.

















