O papa Leão XIV criticou neste domingo (27) a eutanásia e o suicídio assistido durante visita à França. Segundo o pontífice, não seria possível considerar “normal” colocar fim à própria vida e uma prática ser legalizada não significa, necessariamente, que seja moral.
A declaração ocorre após o Parlamento francês aprovar, em julho, uma legislação que autoriza a eutanásia e o suicídio assistido para pacientes com doenças incuráveis. A Igreja Católica se posicionou contra a medida.
Durante a passagem pelo Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, Leão XIV também afirmou que pessoas doentes não devem ser vistas como um peso e classificou o local como uma “cidade dos enfermos e da esperança”.
O pontífice também cobrou dos bispos franceses continuidade nas medidas de prevenção e reparação relacionadas aos abusos sexuais contra menores dentro da Igreja Católica. A declaração ocorreu antes de um encontro com sete vítimas de abusos em Lourdes.
Um relatório publicado em 2021, encomendado pela própria Igreja na França, estimou que até 330 mil menores teriam sido vítimas de abusos cometidos por integrantes da Igreja e pessoas ligadas às instituições católicas desde 1950.
Durante a visita, a Diocese de Lourdes também cobriu os mosaicos da fachada de uma das basílicas, produzidos pelo padre e artista Marko Rupnik, que foi acusado de agressões sexuais. A medida foi tomada para permitir que vítimas retornassem ao santuário.
Crédito da matéria: AFP / Itatiaia
Crédito da foto: Reprodução/@Vatican Media
PAPA LEÃO XIV CRITICA EUTANÁSIA E COBRA AÇÕES CONTRA ABUSOS NA IGREJA












