O Papa Leão XIV, natural dos Estados Unidos, respondeu às críticas do presidente Donald Trump sobre a guerra no Irã, afirmando a jornalistas que os apelos do Vaticano pela paz e reconciliação têm raízes no Evangelho e que não teme o governo norte‑americano. No último fim de semana, Trump classificou o pontífice como fraco e afirmou que a postura dele prejudica a Igreja Católica. Em uma publicação no Truth Social, o presidente escreveu que prefere o irmão do papa e que não quer “um papa que ache tudo bem o Irã ter uma arma nuclear”.
Segundo Trump, o papa Leão XIV seria fraco no combate ao crime e péssimo na política externa, acrescentando que não quer um papa que tolere a existência de armas nucleares no Irã, que não concorda com ataques dos Estados Unidos à Venezuela e que critique o presidente dos Estados Unidos. Apesar das críticas, não há registro de que o papa tenha concordado com qualquer arma nuclear iraniana.
Mais cedo, o papa manifestou-se próximo do “amado povo libanês” e pediu um cessar‑fogo, com o conflito no Oriente Médio em sua sétima semana. Trump afirmou ainda que o papa ocupa essa posição porque é o atual presidente dos EUA e sugeriu que Leão XIV deveria ser grato por isso, insinuando que o então papa foi colocado no Vaticano pela Igreja para lidar com o presidente norte‑americano. Em resposta, Trump sugeriu que Leão XIV deveria ser grato pela situação de poder que detém e questionou a legitimidade da escolha.
O presidente mencionou também reuniões do papa com simpatizantes de Barack Obama, como David Axelrod, a que chamou de “perdedor da esquerda” e acusou de querer prender fiéis e membros do clero. Ao final, Trump afirmou que o papa deveria se recompor, destacar o bom senso e se concentrar em ser um grande líder religioso, não um político; afirmou que essa postura estaria prejudicando o papa e, principalmente, a Igreja Católica.
Poucos minutos depois, Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial que o mostrava com uma túnica branca abençoando um homem doente, incluindo elementos como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, caças de guerra, uma aeronave espacial e gaviões.
No domingo, o papa Leão XIV pediu cessar-fogo no Líbano e destacou a obrigação moral de proteger a população civil dos efeitos devastadores da guerra, ao concluir a oração Regina Caeli. O pontífice também comentou a guerra na Ucrânia, expressando esperança de manter a atenção da comunidade internacional para o conflito. Além disso, tratou do conflito no Sudão, ao anunciar uma próxima viagem de 10 dias à África, marcada para iniciar na segunda-feira, 13 de abril, com destino a quatro países africanos. A meta é pedir aos líderes mundiais que atendam às necessidades do continente, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo, em uma primeira grande viagem internacional de 2026.
Críticas de Trump também incluíram a afirmação de que Leão XIV deveria se recompor como papa, evitando agradar a esquerda radical e mantendo o foco em cumprir seu papel universal, sem se tornar um político. O líder norte‑americano reforçou que essa conduta estaria prejudicando tanto o papa quanto a Igreja Católica.
Crédito da foto: Reuters / EPA. Fonte: g1.globo.com.
Fonte: g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/13/papa-leao-xiv-nao-vai-rebater-criticas-trump-paz-nao-tenho-medo.ghtml


















