Paternidade tardia: desafios e benefícios de ter filhos mais velho

Por Dentro De Tudo:

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A idade média para os homens se tornarem pais pela primeira vez no Brasil é de 25,8 anos, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 – Ciclos de Vida. No entanto, um movimento crescente tem levado muitos a vivenciarem a paternidade na terceira idade, desafiando conceitos sobre o “momento certo” para ter filhos.

Embora a fertilidade masculina não se encerre com o tempo, o envelhecimento pode afetar a qualidade dos espermatozoides e aumentar o risco de mutações genéticas, que podem levar a condições como autismo e esquizofrenia. Além disso, a redução da motilidade espermática e alterações no DNA podem dificultar a concepção e aumentar as chances de abortos espontâneos.

Além dos desafios biológicos, a paternidade tardia pode impor dificuldades físicas. Com a idade, problemas osteomusculares podem limitar a capacidade de acompanhar uma criança pequena no dia a dia. No entanto, há também vantagens, como maior experiência, paciência e disponibilidade emocional.

A maturidade adquirida ao longo da vida pode permitir que pais mais velhos ofereçam um ambiente familiar mais estável, com maior capacidade de transmitir valores e criar laços afetivos profundos. Por outro lado, a diferença de idade pode gerar preocupações para os filhos, como o medo da perda precoce do pai.

Independentemente da idade, a qualidade da relação entre pais e filhos é o que realmente importa. Um pai mais velho e emocionalmente presente pode proporcionar uma experiência de criação mais enriquecedora do que um pai jovem, mas distante. No final, o equilíbrio entre conexão emocional e condições físicas pode ser determinante para o bem-estar da criança.

Foto: Freepik

Fonte: Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 – Ciclos de Vida

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