Temperaturas extremas podem ter matado cerca de 900 mil pessoas, em nove países da América Latina. O número representa 5,7% de um total de 15 milhões de óbitos pesquisados entre 2002 e 2015, por um estudo do Salud Urbana em América Latina (Salurbal), publicado na revista Nature.
“É um pedacinho de evidência das consequências causadas pelas mudanças climáticas. Elas não vão acontecer. Elas já estão acontecendo”, disse a professora Waleska Teixeira Caiaffa, do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que participou da pesquisa.
Mais de 10% das mortes por infecções respiratórias observadas no período foram provocadas pelo frio extremo. A população mais vulnerável é a de idosos e a de crianças.
“Foram pesquisadas 326 cidades de nove países da América Latina. No Brasil foram 152, inclusive Belo Horizonte. O que observamos é que as temperaturas extremas são cada vez mais frequentes nestas cidades. O nosso organismo não está adaptado para isso”, falou a professora.
A pesquisa mostra que o aumento mais acentuado na mortalidade aconteceu em cidades que regularmente excederam os 25°C, comoBuenos Aires, Mérida e Rio de Janeiro.
Fonte: Globo Minas.

















