Uma pesquisa nacional do Instituto de Estudos da Religião (Iser), realizada em parceria com a Quaest, mostra que a maioria dos brasileiros rejeita o uso direto de igrejas para orientar escolhas eleitorais.
Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados são contrários à indicação de voto por pastores e padres. Outros 82% rejeitam discussões políticas durante cultos e missas, enquanto 90% são contra campanhas eleitorais dentro de espaços religiosos.
O estudo ouviu presencialmente 15 mil pessoas com 16 anos ou mais, em 412 municípios, incluindo as 27 capitais e o Distrito Federal. A pesquisa foi realizada entre janeiro e fevereiro de 2026 e tem margem de erro de 0,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Apesar da rejeição à politização dos templos, os pesquisadores apontam que a religião continua relacionada à formação de valores, identidades e opiniões políticas. Segundo a pesquisadora Lívia Reis, do Iser, essa influência ocorre menos pela transferência direta de votos e mais pela chamada “mediação religiosa”, inclusive por meio das redes sociais e do WhatsApp.
O levantamento também aponta diversidade dentro do segmento evangélico e mostra que o pertencimento religioso não corresponde automaticamente a uma determinada posição política ou a uma única orientação eleitoral.
83% REJEITAM INDICAÇÃO DE VOTO POR LÍDERES RELIGIOSOS
Fonte: Agência Brasil / Iser / Quaest
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil














