A peste pneumônica, forma grave de uma infecção bacteriana que atinge os pulmões, voltou ao debate após a morte de uma funcionária de um centro de pesquisas na Sibéria, na Rússia. O caso está sob atenção internacional, mas, até o momento, não há confirmação pública de que a morte tenha sido causada pela peste.
A doença é provocada pela bactéria Yersinia pestis e pode evoluir rapidamente. Diferentemente da peste bubônica, que costuma provocar inchaço doloroso dos gânglios, a forma pneumônica compromete o sistema respiratório e pode ser transmitida entre pessoas por gotículas respiratórias durante contato próximo com alguém infectado.
Entre os principais sintomas estão febre súbita, calafrios, fraqueza intensa, tosse e falta de ar. Em alguns casos, pode haver catarro com sangue. Como os sinais podem ser confundidos com os de outras infecções respiratórias, o histórico de viagens e de possíveis exposições também é importante na avaliação médica.
Segundo especialistas ouvidos por O Tempo, o diagnóstico e o início rápido do tratamento com antibióticos são fundamentais para reduzir o risco de complicações e mortes. Diante de uma suspeita consistente, o tratamento deve começar sem esperar a confirmação dos exames.
Apesar da gravidade da doença, os especialistas afirmam que as informações disponíveis sobre o episódio russo não indicam, neste momento, uma ameaça iminente para o Brasil. A avaliação poderá mudar caso novas informações sejam divulgadas pelas autoridades sanitárias.
Fonte: O Tempo
Texto: Nubya Oliveira/O Tempo
Foto: Stringer/AFP
PESTE PNEUMÔNICA: SINTOMAS, CONTÁGIO E POR QUE O TRATAMENTO RÁPIDO É VITAL












