O preço da picanha continuou subindo no governo Lula, mas em ritmo menor do que o registrado no período anterior analisado. Segundo levantamento com dados do IPCA, o corte acumulou alta de 7,8% entre janeiro de 2023 e agosto de 2026.
Para comparação, a picanha acumulou aumento de 38% entre janeiro de 2020 e dezembro de 2022. O corte passou a fazer parte do cálculo do IPCA a partir de janeiro de 2020, por isso não há série específica para a picanha em 2019.
Segundo o economista Fábio Romão, da consultoria 4intelligence, o comportamento dos preços está relacionado principalmente a fatores de oferta e demanda, e não diretamente às decisões dos governos.
Em 2025, o Brasil registrou recorde no abate de bovinos sob inspeção sanitária, com 42,9 milhões de animais, alta de 8,2% em relação ao ano anterior.
Apesar da desaceleração da inflação da picanha, o preço dos alimentos continua sendo um ponto de preocupação para muitas famílias. Entre abril de 2020 e agosto de 2026, a alimentação consumida em casa acumulou alta de 60,8%.
No mesmo período do terceiro governo Lula, de janeiro de 2023 a agosto de 2026, a inflação da alimentação no domicílio foi de 12,9%, contra 54,2% nos primeiros 44 meses do governo Bolsonaro.
Crédito da matéria: Folhapress/O TEMPO
Crédito da foto: Natalia Lisovskaya/Shutterstock
PICANHA SOBE 7,8% NO GOVERNO LULA, CONTRA 38% ENTRE 2020 E 2022












