Plano de concessões de Zema emperra e deixa MG-424 e MG-010 fora do cronograma previsto

Por Dentro De Tudo:

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O plano do governo de Romeu Zema (Novo) de conceder à iniciativa privada cerca de 2.800 quilômetros de rodovias estaduais até o fim de 2025 não avançou conforme anunciado. Dos cinco projetos de concessão rodoviária prometidos pela Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) para o ano passado, apenas um foi efetivamente leiloado, com extensão de 190,1 km.

Entre os projetos paralisados está o lote Vetor Norte, que inclui trechos estratégicos das rodovias MG-424 e MG-010, além da LMG-800. A proposta contempla 13 municípios das regiões Central e Metropolitana de Belo Horizonte e prevê a instalação de 12 pórticos de pedágio em 123,4 km, o que gerou forte reação de prefeitos, moradores e parlamentares da oposição.

O edital chegou a ser lançado duas vezes em 2025, mas o processo foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), que apontou possíveis irregularidades no cálculo das tarifas e falhas na consulta aos municípios afetados. A tentativa do governo de retomar a licitação na Justiça também foi negada. Desde agosto de 2025, quando foi proposta uma mesa de conciliação, não houve novos avanços.

Outros lotes também enfrentam atrasos. O Zona da Mata, maior em extensão, com 1.176 km e previsão de R$ 8,6 bilhões em investimentos, teve o leilão adiado para o segundo semestre de 2026. Já o Noroeste teve edital publicado recentemente, com pregão marcado para março, enquanto o Quadrilátero Ferrífero segue indefinido e pode sequer sair do papel.

Prefeitos da região criticam a demora. O prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), afirma que a indefinição frustra expectativas e mantém o Vale do Aço sem investimentos estruturantes. O governo estadual, por sua vez, diz estudar alternativas, incluindo possíveis parcerias com a mineradora Vale, mas admite que não há prazo definido para uma solução.

Enquanto isso, rodovias como a MG-424 e a MG-010, fundamentais para o Vetor Norte e para o deslocamento diário de milhares de pessoas, seguem fora do cronograma de concessões anunciado pelo Executivo estadual.

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