A Polícia Militar de São Paulo colocou na reserva um tenente-coronel preso preventivamente e investigado por feminicídio e fraude processual. A medida garante ao oficial remuneração com base nos vencimentos da ativa, mesmo após a prisão.
O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio militar e publicado em portaria oficial. Antes da prisão, o salário bruto chegava a cerca de R$ 28,9 mil. Com a aposentadoria, o valor estimado deve ficar em torno de R$ 21 mil, conforme critérios proporcionais.
O caso envolve a morte da esposa do oficial, também integrante da corporação, encontrada com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde o casal vivia, na região central de São Paulo. A versão inicial apresentada foi de suicídio, mas laudos periciais e análises técnicas passaram a indicar inconsistências e apontam para a hipótese de feminicídio.
Investigações também identificaram movimentações no celular da vítima após o disparo, incluindo desbloqueios e exclusão de mensagens. Conversas recuperadas mostram discussões anteriores sobre separação.
Testemunhas relataram episódios de comportamento agressivo do oficial em ambiente de trabalho e mudanças de postura da vítima na presença dele. Segundo o Ministério Público, elementos como perícia, simulação do crime e análise de dados reforçam a acusação.
A corporação informou que a aposentadoria não impede o andamento do processo administrativo que pode resultar na exclusão do oficial. O caso segue em investigação e deve ser julgado pela Justiça comum.
Crédito da matéria: Redação
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Fonte: g1
PM APOSENTA SUSPEITO E CASO CHOCA BRASIL















