A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de três pacientes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal, após a constatação de que um técnico de enfermagem teria injetado substâncias letais em pessoas internadas na UTI. O caso foi detalhado em reportagem exibida pelo Fantástico, que teve acesso ao relatório da perícia.
De acordo com a investigação, o técnico utilizou cloreto de potássio, medicamento de uso restrito, e também desinfetante, aplicados diretamente na veia das vítimas. As apurações indicam que ele contou com a participação de duas técnicas de enfermagem, que também foram presas. A polícia agora apura se há outras vítimas.
As mortes ocorreram em novembro de 2025. Duas das vítimas sofreram sucessivas paradas cardíacas logo após as aplicações, registradas por câmeras de segurança instaladas nos leitos da UTI. Segundo peritos, o desinfetante provoca choque circulatório imediato, levando à queda brusca da pressão arterial e parada cardíaca.
Uma terceira vítima, internada dias depois, também morreu após apresentar parada cardíaca, sem histórico compatível com problemas no coração. A polícia afirma que imagens e laudos reforçam a dinâmica criminosa.
O técnico de enfermagem está preso temporariamente e, após negar inicialmente os fatos, confessou os crimes ao ser confrontado com as imagens. As duas técnicas seguem detidas e são investigadas por omissão e possível participação. O inquérito segue em andamento, sob sigilo, para apurar a motivação e identificar eventuais novas vítimas.
O hospital informou, em nota, que repudia os atos investigados, se solidariza com as famílias e afirma que colaborou com as autoridades desde o início. O Conselho Regional de Enfermagem do DF declarou preocupação com o caso e ressaltou que se trata de uma conduta criminosa individual, que não representa a categoria.
Fonte: Fantástico / g1
Foto: TV Globo / Reprodução


















