Polícia Federal cumpre mandados em três estados em operação contra fraudes bancárias contra Caixa Econômica e lavagem de dinheiro

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A Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar de Piracicaba, em São Paulo, deflagrou uma operação para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de estelionato e lavagem de dinheiro. Durante a Operação Fallax, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Nas regiões de Piracicaba e Campinas (SP), foram cumpridos mandados em Limeira (SP) e Campinas (SP). Segundo a polícia, a investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas.

Como a organização criminosa atuava? Ainda conforme a Polícia Federal, o grupo atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a um grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos. De acordo com as investigações, a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. Funcionários de instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

Quebra de sigilo bancário e bloqueios de bens Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de 47 milhões de reais, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a 500 milhões de reais. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

Penas Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Imagem: Polícia Federal/ Reprodução

Crédito da foto: Polícia Federal
Fonte: G1 Piracicaba
Data da matéria: 25 de março de 2026

(crédito da foto e fonte no final da matéria)

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